sábado, 1 de setembro de 2012

POLÍTICA OU POLITICAGEM?

Política e Politicagem se confundem como uma imagem no espelho. Refletem várias formas, mas o mais importante, a sociedade fica de lado. Onde termina a realidade e começa o reflexo invertido e distorcido de si mesmo?
Antes de entrar no mérito do que seria Política e Politicagem, procurei o significado no dicionário e vou usar o resultado da pesquisa aqui. Afinal, quem sou eu perto do dicionário, não é mesmo? Entre os vários significados, estes se enquadram melhor.

Política = arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; aplicação desta arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa).
Essa compreensão também pode ser aplicada aos municípios.

Politicagem = política de interesses pessoais, de troca de favores, ou de realizações insignificantes.
Ou seja, vamos governar e garantir o "nosso".

Está bem claro, certo? Deveria, mas não está. O que vemos é a falta de comprometimento (para não dizer caráter) no limite entre uma coisa e outra.

Secretarias são criadas, coligações feitas em troca de cargos administrativos. Onde ficam as necessidades do povo? Todos falam em projetos, mas realmente os candidatos atuais entendem este termo? PROJETOS, não para seus quatro anos de governo, mas sim para os munícipes que os colocam no poder. 

Candidatos demais votos de menos, muitos poucos projetos reais e falácias ao extremo. Onde irá parar essa politicagem? Política real, ainda não consegui ver. 

Quem apoia quem? Realmente defensores das ideologias ou amigos íntimos à espera de um emprego? Afinal, quatro anos de salário gordo, vale apena se submeter. 
Abraços à todos e cuidado eles querem nos pegar. 

domingo, 19 de agosto de 2012


QUEM SOMOS?
Estamos no mundo à sofrer?
Espero que não, pois tantas virtudes temos à desenvolver.
Nada precisa ser levado ao sofrimento, depende do que fizermos.
Viver  e sorrir é muito melhor que chorar.
Dias à percorrer com nossa sabedoria, hehehehe, ai novamente depende de nós.
Será que estamos preparados para tanta carga?
Com certeza sim, pois movidos pela alegria da vida à nos libertamos.
Liberdade conquistada com o saber, dos próximos que nos cercam.
Satisfeitos ou insatisfeitos pelos feitos alheios.
Somos ou não somos conhecedores de nós mesmos?
Vamos a luta, pois como dizia Cazuza, O tempo não para.
Viver e não lutar é a mesma coisa que não estar vivo.
Estar vivo não é somente abrir os olhos, mas sim, indagar as nossas próprias perspectivas.
Essas libertas e arbitrarias da imposição à nós feita.
Conhecedores do eu precisamos ter, para não a vida do outro viver.
Sejamos fortes para nos auto afirmarmos, como seres pensantes e não apenas reprodutores.
Reprodutores do sistema que nos julga e nos aprisiona.
Busquemos a liberdade que tanto nos tenta, sejamos os filhos do amanhã.
Este desfrutado com o saber da nossa própria sabedoria.
PETERS,  Moacir

sexta-feira, 27 de julho de 2012

MANHÃ SOLITÁRIA

Um acordar repentino, sem poder explicar,
sono perdido, por horas mal dormidas.
O amanhecer é inevitável, pois o clarear do dia está por vir.
Nova rotina à vista, basta apenas levar,
um estrondo para acordar.
Pensamentos estão chegando,
neste novo soar dos sons, para uma nova história criar.
Tempo perdido jamais,
viver é preciso, independente da forma,
a qual cada um ter escolhido.
Lamentações podem surgir, mas estas forças devem erguer,
para a rotina esclarecer.

PETERS, Moacir.

terça-feira, 24 de julho de 2012

SEMBLANTES

Um dia perdido,
horas à rolar sem pensar.
Ouvidos apenas, sem mencionar,
da realidade à conquistar.
Significados já construímos,
mas, moldar os querem,
à força desperdiçar.
Somos o pensar de uma geração,
criar para se auto valorizar.
Seres do amanhã, à uma luz buscar,
para com seus semblantes se orgulhar.
Saberes construir sem o real questionar,
para então, com baixa estima se autoafirmar.
PETERS, Moacir.



segunda-feira, 16 de julho de 2012

Andando
Caminhar ou andar, eis a questão.
Irônico um termo atual revisto inúmeras vezes,
Algo tão simples ao ser humano, levantar, se locomover,
Interpretado como algo a cansar,
Mas para muitos, motivo de saúde.
Então, caminhar ou andar?
Ser humano caminha com suas pernas que o sustentam,
Com estas anda pelas estradas suntuosas da vida,
Para muitos tristes, para poucas a felicidade a alcançar,
Mas com certeza para ambos, o motivo da vida a dar.
PETERS, Moacir


Bases para a violência nas escolas. 

A luta pela identidade dos jovens, a formação do seu próprio ser, muitas vezes transcende a  consciência e a forma de interpretar a realidade da sociedade à qual estão vivendo. Um mundo, o qual é descrito como contemporâneo, onde a imagem prevalece sobre o indivíduo. Bombardeados diariamente com imagens e textos nada explicáveis sobre a realidade, e sim, a procura da venda e do lucro em primeiro lugar. A socialização constante do ser humano está baseada em imagens fúteis e dizeres pobres em cultura. Neste mundo estão nossos jovens, que deveriam estar se socializando como seres humanos e não como meros consumidores e reprodutores do mundo ditado pelos produtores da nova civilização. Ditando regras e manias às quais todos devem seguir para então não serem ignorados na sociedade. Regras estabelecidas para manter, principalmente os jovens em rédeas curtas, e com isso, ocorre a nova socialização, não com bases culturais históricas, de geração à geração, mas sim baseado no hoje, imediato e lucrativo. Essa nova forma de sociedade pode ser comprovado como algo que vem de cima, como diz COSTA:
 “ ...esse conjunto complexo de regras e preceitos compõem uma forma de ser que está relacionada à posição social elevada de que desfrutam certos estratos sociais como a corte europeia na época das monarquias absolutas.”  
Os padrões sócias à séculos são estabelecidos pelas elites, independente da localização geográfica e cultural da sociedade à ser requerida. Neste contexto e formação, as crianças e jovens contemporâneas estão inseridas. Perdidas e ao mesmo tempo tornando-se compulsivas, doentes para acompanharem os padrões estabelecidos. Muitas delas não conseguem viver a sua própria vida, vivem conforme o  modelo estabelecido. Conflitos de identidade surgem e uma grave moléstia está pareando sobre a juventude deste novo século.  Ainda COSTA, comenta que;
Assim, por mais que certos padrões culturais vigentes gozem de certa unanimidade, há no interior da sociedade forças conflitantes e antagônicas que expressam essa fissura  e dissidência, embora inúmeros recursos sejam usados para garantir a integração da sociedade.”
Realmente muitos recursos estão sendo elaborados para garantir a socialização das pessoas, mas que classe social estabelece estas novas formas. Principalmente no que podemos chamar atualmente de núcleo de socialização que é a escola. Quem cria as formas da educação, as regras e métodos educacionais? Os professores são ouvidos e será que os pais podem falar e opinar, e os alunos, onde ficam nesse contexto? Alem de estarem em conflito consigo mesmos, lutam para se auto afirmarem como seres humanos em desenvolvimento, precisam ainda estabelecer o certo em um mundo contrariado pelos conceitos de lógica cultural e histórica. Tudo que veem é verdade mas que transcende a própria realidade. Precisam provar aos seus colegas que são melhores para conseguirem “sobreviver”, e ai começam os conflitos entre a própria geração. Neste meio estão os professores de certa forma perdidos em meio a imagem e a informação “relâmpago”, mostra tudo e informa pouco. Visto atualmente por muitos como um simples conservador da ordem e não mais como detentor do saber. Esse é o educador, ao meio do caos sobrevive com seu trabalhos, conflitos com a própria profissão e muitas vezes com a nova geração que estar por vir. Como dizia ALVES;
Mas professores são habitantes de um mundo diferente, onde o educador pouco importa, pois o que interessa é um crédito cultural que o aluno adquire numa disciplina identificada por uma sigla, sendo que, para fins institucionais. Por isto mesmo professores são entidades descartáveis, da mesma forma como há canetas descartáveis, coadores de café descartáveis, copinhos plásticos de café descartáveis.”
Assim percebe-se que há uma diferença gritante entre o mundo dos alunos, professores e da elite social à qual estabelece a forma de aprendizagem e de viver nesta contemporâniedade. Pode-se então ressaltar que muitos conflitos, ou melhor, brigas entre grupos, tribos urbanas, são desenvolvidos pela própria sociedade que prega a união. O consumo atual não está preocupado em estabelecer uma união global, mas sim estabelecer formas de lucrar cada vez mais, o chamado capitalismo selvagem, realmente existe, ele está ai, todos os dias na vida de jovens e educadores. É essa forma de vida que comete a loucura da diferença e da exaustão de profissionais da educação, aqueles que sonham com uma socialização mais justa e tranquila para todos. Em meio a isso estão os pais que muito cedo delegam aos seus filhos a função de se auto governarem, não por princípios mas na maioria das vezes por necessidades, tanto de trabalho como financeiras. Estes adolescentes buscam então, em seus amigos uma forma de viver e de agir, comportamental e de existência. Firmam-se seres muitas vezes transgressores e violentos, por  defrontarem o saber e a convivência pacífica. Como consta os dizeres de CONSTANTINI;
“ Atualmente os pais confiam muito cedo seus filhos adolescentes ao grupo de colegas. Os pais que trabalham delegam funções demais às instituições parafamiliares. Aos colegas dos filhos que frequentam a mesma escola pediram para que  se tornassem amigos do seu filho e fizessem companhia a eles durante o dia. Assim as crianças crescem juntas, muito próximas, habituadas a fazer companhia e se consolar umas às outras e a compartilhar a alegria de seu crescimento e as saudades da família. Muito cedo se habituam a esperar do grupo de amigos o consolo para sua tristeza e a organização de seu dia, esse longo tempo em que ficam separados dos pais. Então, quando se tornam adolescentes, continuam a fazer isso: para eles é natural pensar que, ao se encontrar com seus colegas, a primeira coisa a fazer é inventar  uma brincadeira para afastar a solidão, a tristeza e o tédio. Acontece, porém, que, ao crescerem, a tristeza e o tédio aumentam: por isso o grupo deve inventar algo novo (ação ou substância), envolvente, estupefaciente.”
Neste conflito de interesses de jovens e adolescentes se encontra toda a sociedade, muitas vezes perdida e farta de tentar comprovar a sabedoria da própria espécie. Conflitos existentes  e provocados pelo próprio modelo de vida estabelecido por cada indivíduo vivente na sociedade contemporânea, alienadora e desenvolvedora de formas vivas de existência.


PETERS, Moacir.

sábado, 14 de julho de 2012


CHINESES E O MITO DA CRIAÇÃO
Começando a leitura sobre...
O mundo veio de uma bola cósmica, envolta em trevas, flutuando no universo. Dentro da bola, havia um espírito. O espírito foi-se desenvolvendo em silêncio, no seu interior, ninguém sabe por quantos anos, até que finalmente esse novo espírito, chamado Pan Gu, nasceu. Pan Gu vivia dentro da bola, com os olhos meio fechados, absorvendo a nutrição da bola, dormindo tranqüilamente.
Milhões de anos se passaram assim, Pan Gu cresceu e virou um gigante. Um dia, ele abriu totalmente os olhos. Mas porque se encontrava em total escuridão, Pan Gu não conseguiu ver nada.
Ele pensou que o negrume em frente dos olhos fosse por que ele não tivesse acordado totalmente; limpou os olhos, mas mesmo assim não via nada. Limpou várias vezes os olhos, mas em frente dele existia somente uma escuridão sem fim. Ele ficou bravo, pulando e gritando, pedindo pela luz, batendo na bola para quebrar o mundo escuro.
Pan Gu ficava pulando e gritando, ninguém sabe por quantos anos; finalmente, seus gritos e todo o barulho que fez atravessaram a bola e chegaram aos ouvidos do Imperador de Jade no céu.
Ao ouvir o barulho, o Imperador de Jade ficou muito feliz. Ele pegou um machado que tinha ao seu lado, e o jogou dentro da bola para Pan Gu.
Pan Gu, pulando e gritando, de repente, viu um fio de luz quando o machado atravessou a bola. Ficando surpreendido, ele alcançou a mão para tocar a luz. Ao mesmo tempo, o machado chegou e caiu na sua mão. Sentindo que alguma coisa tinha caído na mão, ele deu uma olhada: era um machado. Mesmo não sabendo de onde veio o machado, ele ficou muito feliz e decidiu quebrar a escuridão com o machado.
Com a primeira machadada, Pan Gu ouviu um barulho enorme, tão forte que pareceu quebrar tudo. Uma racha apareceu na bola, e uma luz brilhante veio de fora. Ele ficou tão alegre que por momentos, se deteve, exclamando sua emoção. Mas subitamente, viu que a racha ia-se fechando e a luz sumindo. Ele jogou o machado no chão e empurrou a parte de cima da bola para manter a racha, e a luz.
Sabendo que, se desistisse, a bola fecharia de novo e ele perderia a luz, Pan Gu ficou sustentando a parte de cima com muita força. As juntas dos seus ossos começaram a estalar, Pan Gu estava crescendo.
Todos os dias, ele crescia um Zhang (medida chinesa, 1 Zhang = 3 metros), e a racha aumentava um Zhang. Muitos anos se passaram, Pan Gu chegou à altura de 18 milhas de Zhang, o mesmo acontecendo com a racha.