sábado, 1 de setembro de 2012

POLÍTICA OU POLITICAGEM?

Política e Politicagem se confundem como uma imagem no espelho. Refletem várias formas, mas o mais importante, a sociedade fica de lado. Onde termina a realidade e começa o reflexo invertido e distorcido de si mesmo?
Antes de entrar no mérito do que seria Política e Politicagem, procurei o significado no dicionário e vou usar o resultado da pesquisa aqui. Afinal, quem sou eu perto do dicionário, não é mesmo? Entre os vários significados, estes se enquadram melhor.

Política = arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; aplicação desta arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa).
Essa compreensão também pode ser aplicada aos municípios.

Politicagem = política de interesses pessoais, de troca de favores, ou de realizações insignificantes.
Ou seja, vamos governar e garantir o "nosso".

Está bem claro, certo? Deveria, mas não está. O que vemos é a falta de comprometimento (para não dizer caráter) no limite entre uma coisa e outra.

Secretarias são criadas, coligações feitas em troca de cargos administrativos. Onde ficam as necessidades do povo? Todos falam em projetos, mas realmente os candidatos atuais entendem este termo? PROJETOS, não para seus quatro anos de governo, mas sim para os munícipes que os colocam no poder. 

Candidatos demais votos de menos, muitos poucos projetos reais e falácias ao extremo. Onde irá parar essa politicagem? Política real, ainda não consegui ver. 

Quem apoia quem? Realmente defensores das ideologias ou amigos íntimos à espera de um emprego? Afinal, quatro anos de salário gordo, vale apena se submeter. 
Abraços à todos e cuidado eles querem nos pegar. 

domingo, 19 de agosto de 2012


QUEM SOMOS?
Estamos no mundo à sofrer?
Espero que não, pois tantas virtudes temos à desenvolver.
Nada precisa ser levado ao sofrimento, depende do que fizermos.
Viver  e sorrir é muito melhor que chorar.
Dias à percorrer com nossa sabedoria, hehehehe, ai novamente depende de nós.
Será que estamos preparados para tanta carga?
Com certeza sim, pois movidos pela alegria da vida à nos libertamos.
Liberdade conquistada com o saber, dos próximos que nos cercam.
Satisfeitos ou insatisfeitos pelos feitos alheios.
Somos ou não somos conhecedores de nós mesmos?
Vamos a luta, pois como dizia Cazuza, O tempo não para.
Viver e não lutar é a mesma coisa que não estar vivo.
Estar vivo não é somente abrir os olhos, mas sim, indagar as nossas próprias perspectivas.
Essas libertas e arbitrarias da imposição à nós feita.
Conhecedores do eu precisamos ter, para não a vida do outro viver.
Sejamos fortes para nos auto afirmarmos, como seres pensantes e não apenas reprodutores.
Reprodutores do sistema que nos julga e nos aprisiona.
Busquemos a liberdade que tanto nos tenta, sejamos os filhos do amanhã.
Este desfrutado com o saber da nossa própria sabedoria.
PETERS,  Moacir

sexta-feira, 27 de julho de 2012

MANHÃ SOLITÁRIA

Um acordar repentino, sem poder explicar,
sono perdido, por horas mal dormidas.
O amanhecer é inevitável, pois o clarear do dia está por vir.
Nova rotina à vista, basta apenas levar,
um estrondo para acordar.
Pensamentos estão chegando,
neste novo soar dos sons, para uma nova história criar.
Tempo perdido jamais,
viver é preciso, independente da forma,
a qual cada um ter escolhido.
Lamentações podem surgir, mas estas forças devem erguer,
para a rotina esclarecer.

PETERS, Moacir.

terça-feira, 24 de julho de 2012

SEMBLANTES

Um dia perdido,
horas à rolar sem pensar.
Ouvidos apenas, sem mencionar,
da realidade à conquistar.
Significados já construímos,
mas, moldar os querem,
à força desperdiçar.
Somos o pensar de uma geração,
criar para se auto valorizar.
Seres do amanhã, à uma luz buscar,
para com seus semblantes se orgulhar.
Saberes construir sem o real questionar,
para então, com baixa estima se autoafirmar.
PETERS, Moacir.



segunda-feira, 16 de julho de 2012

Andando
Caminhar ou andar, eis a questão.
Irônico um termo atual revisto inúmeras vezes,
Algo tão simples ao ser humano, levantar, se locomover,
Interpretado como algo a cansar,
Mas para muitos, motivo de saúde.
Então, caminhar ou andar?
Ser humano caminha com suas pernas que o sustentam,
Com estas anda pelas estradas suntuosas da vida,
Para muitos tristes, para poucas a felicidade a alcançar,
Mas com certeza para ambos, o motivo da vida a dar.
PETERS, Moacir


Bases para a violência nas escolas. 

A luta pela identidade dos jovens, a formação do seu próprio ser, muitas vezes transcende a  consciência e a forma de interpretar a realidade da sociedade à qual estão vivendo. Um mundo, o qual é descrito como contemporâneo, onde a imagem prevalece sobre o indivíduo. Bombardeados diariamente com imagens e textos nada explicáveis sobre a realidade, e sim, a procura da venda e do lucro em primeiro lugar. A socialização constante do ser humano está baseada em imagens fúteis e dizeres pobres em cultura. Neste mundo estão nossos jovens, que deveriam estar se socializando como seres humanos e não como meros consumidores e reprodutores do mundo ditado pelos produtores da nova civilização. Ditando regras e manias às quais todos devem seguir para então não serem ignorados na sociedade. Regras estabelecidas para manter, principalmente os jovens em rédeas curtas, e com isso, ocorre a nova socialização, não com bases culturais históricas, de geração à geração, mas sim baseado no hoje, imediato e lucrativo. Essa nova forma de sociedade pode ser comprovado como algo que vem de cima, como diz COSTA:
 “ ...esse conjunto complexo de regras e preceitos compõem uma forma de ser que está relacionada à posição social elevada de que desfrutam certos estratos sociais como a corte europeia na época das monarquias absolutas.”  
Os padrões sócias à séculos são estabelecidos pelas elites, independente da localização geográfica e cultural da sociedade à ser requerida. Neste contexto e formação, as crianças e jovens contemporâneas estão inseridas. Perdidas e ao mesmo tempo tornando-se compulsivas, doentes para acompanharem os padrões estabelecidos. Muitas delas não conseguem viver a sua própria vida, vivem conforme o  modelo estabelecido. Conflitos de identidade surgem e uma grave moléstia está pareando sobre a juventude deste novo século.  Ainda COSTA, comenta que;
Assim, por mais que certos padrões culturais vigentes gozem de certa unanimidade, há no interior da sociedade forças conflitantes e antagônicas que expressam essa fissura  e dissidência, embora inúmeros recursos sejam usados para garantir a integração da sociedade.”
Realmente muitos recursos estão sendo elaborados para garantir a socialização das pessoas, mas que classe social estabelece estas novas formas. Principalmente no que podemos chamar atualmente de núcleo de socialização que é a escola. Quem cria as formas da educação, as regras e métodos educacionais? Os professores são ouvidos e será que os pais podem falar e opinar, e os alunos, onde ficam nesse contexto? Alem de estarem em conflito consigo mesmos, lutam para se auto afirmarem como seres humanos em desenvolvimento, precisam ainda estabelecer o certo em um mundo contrariado pelos conceitos de lógica cultural e histórica. Tudo que veem é verdade mas que transcende a própria realidade. Precisam provar aos seus colegas que são melhores para conseguirem “sobreviver”, e ai começam os conflitos entre a própria geração. Neste meio estão os professores de certa forma perdidos em meio a imagem e a informação “relâmpago”, mostra tudo e informa pouco. Visto atualmente por muitos como um simples conservador da ordem e não mais como detentor do saber. Esse é o educador, ao meio do caos sobrevive com seu trabalhos, conflitos com a própria profissão e muitas vezes com a nova geração que estar por vir. Como dizia ALVES;
Mas professores são habitantes de um mundo diferente, onde o educador pouco importa, pois o que interessa é um crédito cultural que o aluno adquire numa disciplina identificada por uma sigla, sendo que, para fins institucionais. Por isto mesmo professores são entidades descartáveis, da mesma forma como há canetas descartáveis, coadores de café descartáveis, copinhos plásticos de café descartáveis.”
Assim percebe-se que há uma diferença gritante entre o mundo dos alunos, professores e da elite social à qual estabelece a forma de aprendizagem e de viver nesta contemporâniedade. Pode-se então ressaltar que muitos conflitos, ou melhor, brigas entre grupos, tribos urbanas, são desenvolvidos pela própria sociedade que prega a união. O consumo atual não está preocupado em estabelecer uma união global, mas sim estabelecer formas de lucrar cada vez mais, o chamado capitalismo selvagem, realmente existe, ele está ai, todos os dias na vida de jovens e educadores. É essa forma de vida que comete a loucura da diferença e da exaustão de profissionais da educação, aqueles que sonham com uma socialização mais justa e tranquila para todos. Em meio a isso estão os pais que muito cedo delegam aos seus filhos a função de se auto governarem, não por princípios mas na maioria das vezes por necessidades, tanto de trabalho como financeiras. Estes adolescentes buscam então, em seus amigos uma forma de viver e de agir, comportamental e de existência. Firmam-se seres muitas vezes transgressores e violentos, por  defrontarem o saber e a convivência pacífica. Como consta os dizeres de CONSTANTINI;
“ Atualmente os pais confiam muito cedo seus filhos adolescentes ao grupo de colegas. Os pais que trabalham delegam funções demais às instituições parafamiliares. Aos colegas dos filhos que frequentam a mesma escola pediram para que  se tornassem amigos do seu filho e fizessem companhia a eles durante o dia. Assim as crianças crescem juntas, muito próximas, habituadas a fazer companhia e se consolar umas às outras e a compartilhar a alegria de seu crescimento e as saudades da família. Muito cedo se habituam a esperar do grupo de amigos o consolo para sua tristeza e a organização de seu dia, esse longo tempo em que ficam separados dos pais. Então, quando se tornam adolescentes, continuam a fazer isso: para eles é natural pensar que, ao se encontrar com seus colegas, a primeira coisa a fazer é inventar  uma brincadeira para afastar a solidão, a tristeza e o tédio. Acontece, porém, que, ao crescerem, a tristeza e o tédio aumentam: por isso o grupo deve inventar algo novo (ação ou substância), envolvente, estupefaciente.”
Neste conflito de interesses de jovens e adolescentes se encontra toda a sociedade, muitas vezes perdida e farta de tentar comprovar a sabedoria da própria espécie. Conflitos existentes  e provocados pelo próprio modelo de vida estabelecido por cada indivíduo vivente na sociedade contemporânea, alienadora e desenvolvedora de formas vivas de existência.


PETERS, Moacir.

sábado, 14 de julho de 2012


CHINESES E O MITO DA CRIAÇÃO
Começando a leitura sobre...
O mundo veio de uma bola cósmica, envolta em trevas, flutuando no universo. Dentro da bola, havia um espírito. O espírito foi-se desenvolvendo em silêncio, no seu interior, ninguém sabe por quantos anos, até que finalmente esse novo espírito, chamado Pan Gu, nasceu. Pan Gu vivia dentro da bola, com os olhos meio fechados, absorvendo a nutrição da bola, dormindo tranqüilamente.
Milhões de anos se passaram assim, Pan Gu cresceu e virou um gigante. Um dia, ele abriu totalmente os olhos. Mas porque se encontrava em total escuridão, Pan Gu não conseguiu ver nada.
Ele pensou que o negrume em frente dos olhos fosse por que ele não tivesse acordado totalmente; limpou os olhos, mas mesmo assim não via nada. Limpou várias vezes os olhos, mas em frente dele existia somente uma escuridão sem fim. Ele ficou bravo, pulando e gritando, pedindo pela luz, batendo na bola para quebrar o mundo escuro.
Pan Gu ficava pulando e gritando, ninguém sabe por quantos anos; finalmente, seus gritos e todo o barulho que fez atravessaram a bola e chegaram aos ouvidos do Imperador de Jade no céu.
Ao ouvir o barulho, o Imperador de Jade ficou muito feliz. Ele pegou um machado que tinha ao seu lado, e o jogou dentro da bola para Pan Gu.
Pan Gu, pulando e gritando, de repente, viu um fio de luz quando o machado atravessou a bola. Ficando surpreendido, ele alcançou a mão para tocar a luz. Ao mesmo tempo, o machado chegou e caiu na sua mão. Sentindo que alguma coisa tinha caído na mão, ele deu uma olhada: era um machado. Mesmo não sabendo de onde veio o machado, ele ficou muito feliz e decidiu quebrar a escuridão com o machado.
Com a primeira machadada, Pan Gu ouviu um barulho enorme, tão forte que pareceu quebrar tudo. Uma racha apareceu na bola, e uma luz brilhante veio de fora. Ele ficou tão alegre que por momentos, se deteve, exclamando sua emoção. Mas subitamente, viu que a racha ia-se fechando e a luz sumindo. Ele jogou o machado no chão e empurrou a parte de cima da bola para manter a racha, e a luz.
Sabendo que, se desistisse, a bola fecharia de novo e ele perderia a luz, Pan Gu ficou sustentando a parte de cima com muita força. As juntas dos seus ossos começaram a estalar, Pan Gu estava crescendo.
Todos os dias, ele crescia um Zhang (medida chinesa, 1 Zhang = 3 metros), e a racha aumentava um Zhang. Muitos anos se passaram, Pan Gu chegou à altura de 18 milhas de Zhang, o mesmo acontecendo com a racha.


MAIAS E O MITO DA CRIAÇÃO
Pequena introdução
Na mitologia maia, Tepeu e Gucumatz (o Quetzlcoalt dos astecas) são referidos como os criadores, os fabricantes, e os antepassados. Eram dois dos primeiros seres a existir e se diz que foram tão sábios como antigos. Huracán, ou o ‘coração do céu', também existiu e se lhe dá menos personificação. Ele atua mais como uma tempestade, da qual ele é o deus.
Tepeu e Gucumatz levam a cabo uma conferência e decidem que, para preservar sua herança, devem criar uma raça de seres que possam adorá-los. Huracán realiza o processo de criação enquanto que Tepeu e Gucumatz dirigem o processo. A Terra é criada, junto com os animais. O homem é criado primeiro de lama mas este se desfaz. Convocam a outros deuses e achem ao homem a partir da madeira, mas este não possui nenhuma alma. Finalmente o homem é criado a partir do milho por uma quantidade maior de deuses e seu trabalho é completo.

GUARANIS E O MITO DA CRIAÇÃO
pequena introdução
A figura primária na maioria das lendas guaranis da criação é Iamandu (ou Nhanderu ou Tupã), o deus trovão e realizador de toda a criação. Com a ajuda da deusa lua Araci, Tupã desceu à Terra num lugar descrito como um monte na região do  Areguá, Paraguai, e deste local criou tudo sobre a face da Terra, incluindo o oceano, florestas e animais. Também as estrelas foram colocadas no céu nesse momento.
Tupã então criou a humanidade (de acordo com a maioria dos mitos Guaranis, eles foram, naturalmente, a primeira raça criada, com todas as outras civilizações nascidas deles) em uma cerimônia elaborada, formando estátuas de argila do homem e da mulher com uma mistura de vários elementos da natureza. Depois de soprar vida nas formas humanas, deixou-os com os espíritos do bem e do mal e partiu.

INCAS E O MITO DA CRIAÇÃO
Pequena introdução
A base da estrutura cosmológica e religiosa dos Incas, mesmo antes do surgimento do império restava na existência do camaquem, uma força vital presente em todos os factos da existência. Através do camaquem são sustentadas todas as coisas da natureza, inclusive os seres vivos.
A mitologia inca diz que o sol enviou seu filho, Manco Capac e Mama Ocllo, filha da lua, sua mulher e irmã, para uma Terra caótica e escura. Eles chegaram erguendo-se das águas do lago Titicaca e, em busca de um lugar para estabelecer seu reino, seguiram em direção noroeste, até o vale do rio Huatanay. Ali, Manco revirou a terra com seu cajado, encontrou solo espesso e fértil e chamou o local de Cuzco ("umbigo do mundo"). A cidade se tornou o centro do poder, da religião e da cultura inca.

O MITO ASTECA SOBRE A CRIAÇÃO
Pequena introdução

Os astecas acreditavam que, antes do presente, existiam outros mundos formados por quatro sóis, cada um com um tipo de habitante:
  • Gigantes, que foram mortos por jaguares enviados por Tezcatlipoca;
  • Humanos que foram assomados por um grande vento feito por Quetzalcóatl, e então eles precisaram agarrar-se a árvores, transformando-se em macacos;
  • Humanos que viraram pássaros para não morrerem na chuva de fogo enviada por Tlaloc;
  • Humanos que viraram peixe para não morrerem no dilúvio causado pela deusa Chalchiuhtlicue;
  • e os humanos atuais, predestinados a sumir pela destruição empreendida por Deus do sol pelos terremotos.
No quinto sol, tudo era negro e morto. Os deuses se reuniram em Teotihuacán para discutir a quem caberia a missão de criar o mundo, tarefa que exigia que um deles teria que se jogar dentro de uma fogueira. O selecionado para esse sacrifício foi Tecuciztecatl. No momento fatídico, Tecuciztecatl retrocede ante o fogo; mas o segundo, um pequeno Deus, humilde e pobre (usado como metáfora do povo asteca sobre suas origens), Nanahuatzin, se lança sem vacilar à fogueira, convertendo-se no Sol. Ao ver isto, o primeiro Deus, sentindo coragem, decide jogar-se transformando-se na Lua.
Ainda assim, os dois astros continuam inertes e é indispensável alimentá-los para que se movam. Então outros deuses decidiram sacrificar-se e dar a "água preciosa", necessária para criar o sangue. Por isso se os homens são obrigados a recriar eternamente o sacrifício divino original.
Eles acreditavam que os deuses gostavam destes sacrifícios. Eles eram geralmente praticados com prisioneiros de guerras. Para eles era uma honra dar a vida por um deus.
MITO ESPIRITA SOBRE A CRIAÇÃO

Pequena introdução

O que diz o Espiritismo?
Dois são os elementos gerais do Universo, criados por Deus:-o Princípio Inteligente: é dele que se originam, por processo evolutivo, todos os seres espirituais;
-o Fluído Cósmico Universal: é a matéria primitiva, em seu estado mais elementar; em suas modificações e transformações, dá origem à inumerável variedade dos corpos da Natureza. O espaço universal é infinito e nele não existe o vazio, pois está todo preenchido pelo fluido cósmico universal em seus diferentes estados. O espírito atua sobre o fluido cósmico universal em seus diferentes estados, produzindo com isso variados efeitos.
Os mundos e os seres vivos
Os mundos são formados pela condensação da matéria disseminada no espaço universal. Não sabemos quanto tempo os mundos levam para se formarem nem quando desaparecerão. Mas é certo que Deus os renova, como renova os seres vivos. Os elementos orgânicos (que vem a constituir organismos vivos) já existem em estado de fluido, na substância que preenche o espaço universal (e com o qual os mundos vem a ser formados). Estão ali em estado latente, de inércia (tal como ocorre na crisálida e nas sementes das plantas). Quando, num mundo, as condições se tornam propícias ao seu desenvolvimento, surgem, então, os seres vivos, que evoluem das formas mais simples para as mais complexas.


MITO BUDISTA SOBRE A CRIAÇÃO


Pequena introdução


"E Brahma quebra o ovo no qual flutuava sobre o Oceano Primitivo e faz de uma metade da casca os Céus e da outra, a Terra. Depois divide-se a si próprio para dar criaturas à luz" (antigo texto brâhmane).
"Porque as teorias que são belas, frequentemente vêm a ser também verdadeiras?" (astrofísico S. Chandrasekhar).
Foi de repente... Não havia espaço ou tempo, escuridão ou luz, frio ou calor, som ou silêncio. Não havia nada, absolutamente nada, a não ser um ponto infinitesimal, uma semente cósmica sem dimensões. Como não havia espaço ou tempo exterior a este ponto, não houve propriamente uma explosão. O que aconteceu, na verdade, foi o súbito desabrochar do espaço e do tempo, que se encontravam dobrados e esmagados em uma singularidade e que se expandiram de dentro deste buraco-negro a uma velocidade fantástica, igual à da luz.

O Universo iniciou-se em uma deslumbrante floração, levando consigo o chamado continuum espaço-tempo das equações relativísticas de Einstein, equações estas que demonstram que a matéria e a se energia são como faces de uma moeda, podendo a energia transformar-se em matéria e vice-versa.

MITO ISLÂMICO DA CRIAÇÃO

Pequena introdução

Mitologia islâmica é o corpo de narrativas tradicionais associados com o Islã a partir de um mythographical perspectiva. Muitos muçulmanos acreditam que essas narrativas são histórica e sagrada e contêm verdades profundas. Essas narrativas tradicionais incluem, mas não estão limitados a, as histórias contidas no Alcorão .
Seguidores do Islã (muçulmanos) acreditam que o Islã, na sua forma actual, foi criada por Deus , por intermédio do profeta Maomé , que viveu no sexto e sétimo séculos dC. O livro sagrado do islamismo é o Alcorão. Os muçulmanos acreditam que todos os verdadeiros profetas (incluindo Moisés e Jesus ) pregou princípios islâmicos que eram aplicáveis ​​no seu tempo, mas quando os tempos mudaram e as pessoas precisavam de novas orientações para novas situações, Deus designou um novo profeta com um novo código de vida que poderiam orientá-los . Maomé é o profeta mais recente, que restaurou e completou os princípios do Islã. 
MITO JAPONÊS DA CRIAÇÃO

Pequena introdução

Há muitos anos, quando não havia nada, o universo era como um ovo gigante, onde dormia Pan Gu. Depois de 18 mil anos de gestação ele acordou e não gostou de toda escuridão a sua volta, pois não podia ver nada. Então brandiu seu possante braço contra a escuridão e ovo se quebrou. Houve a divisãodos elementos: os mais leves subiram formando o céu e os mais pesados desceram formando a terra.
Pan Gu respirou com prazer , mas temeu que céu e terra se unissem novamente.Assim , ele resolveu sustentar o céu com seus braços e empurrar a terra com seus pés. Nesse meio tempo, seu corpo cresceu 3 metros por dia. E por 18 mil anos assim foi até que o céu estivesse a alturas colossais e a terra se tornado compacta. E Pan Gu estava com 45 mil Km de altura (segundo a maioria das fontes históricas).
Ele agora era um gigante mas estava exausto de tanto esforço. Imaginou que poderia criar um mundo sobre o qual pairassem sol e lua, revestido por montanhas, rios e uma grande variedade de seres.Mas sua morte prematura (por motivos ignorados, mas que se conclui ser por exaustão de tamaho esforço de separação) o impediu de realizar seu intento. Mas antes de seu último suspiro conseguiu tranformar pertes de seu corpo: seu hálito tornou-se a brisa,as nuvens e o nevoeiro ; a sua voz, o estrondo dos trovões ; seu olho esquerdo virou o sol e o direito a lua ; os cabelos e bigodes viraram as estrelas ; o tronco e seus 4 membros (braços e pernas) tornaram-se cinco montanhas maciças, sendo que 4 delas marcavamas extremidades norte ,sul, leste e oeste do planeta e a quinta marcava o centro do universo.Seus músculos tornaram-se terras férteis ; seus dentes, ossos e tutano, pérolas, jade e recursos minerais ; seus pêlos, a relva e as árvores ; seu suor, achuva e a garoa .


MITO BÍBLICO DA CRIAÇÃO DO UNIVERSO E DO HOMEM

A Bíblia. Base religiosa de judeus e cristãos, em diferentes cânones, os textos bíblicos, segundo um consenso da atualidade, devem ser interpretados predominantemente como alegorias, que variam conforme os autores que os escreveram. 
O Gênesis, primeiro livro do Antigo Testamento, descreve a origem do mundo e do homem com linguagem e imagens semelhantes às dos relatos mesopotâmicos. O primeiro capítulo diz: "No princípio, Deus criou o céu e a terra. Ora, a terra estava vazia e vaga, as trevas cobriam o abismo, um vento de Deus pairava sobre as águas. Deus disse: 'Haja luz' e houve luz. Deus viu que a luz era boa, e Deus separou a luz e as trevas. Deus chamou a luz 'dia' e as trevas 'noite'. Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia. (...) Deus disse: 'Fervilhem as águas, um fervilhar de seres vivos e que as aves voem acima da terra, diante do firmamento do céu' e assim se fez. (...) Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou." 
O segundo capítulo do Gênesis traz um relato mais antigo sobre a criação: "Então Iavé Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente."

quinta-feira, 12 de julho de 2012

SUMÉRIOS -  O MITO DA CRIAÇÃO DO UNIVERSO E DA VIDA


Pequeno resumo.


A mitologia da criação em geral é dividida em dois tipos: a) Cosmogonia, relativa à criação do cosmos, e b) Antropogonia, relativa à criação da humanidade. Esta distinção é importante, porque enquanto que existem textos específicos relatando a antropogonia suméria, não existem textos diretos tratando somente sobre a cosmogonia. Ou seja, o que sabemos sobre as crenças dos sumérios sobre o assunto deve freqüentemente ser apreendido a partir de textos que não se relacionam entre si.


 Duas abordagens bastante diferentes podem ser vistas em textos sumérios. A primeira, chamada de Modelo de Eridu, está relacionada às crenças dos habitantes das regiões ao Sul da Mesopotâmia. A esfera do ser divino primordial aqui não é o céu ou a terra, mas as águas, definidas pelo termo Engur. Este termo tem como sinônimo Abzu/Abpsu, "as águas doces das profundezas", e é definido como a fonte subterrânea das águas que emergem das profundezas da terra. Acreditava-se serem estas águas a fonte das terras férteis dos pântanos que deram vida a esta região da Terra Entre os Rios. O símbolo usado para Engur pode também ser usado para Namu, a deusa-mãe dos primeiros tempos da teologia da Mesopotâmia. Os textos descrevem Namu/Engur como ¨a mãe, a primeira, que deu à luz aos deuses do universo ¨ Ela é uma deusa sem consorte, o útero auto-procriador, a matéria primordial, inerentemente feminina, as águas férteis do abzu* (1). O Modelo do Norte substitui a primazia das águas pela dualidade céu-terra. Neste modelo, ¨o Céu e a Terra são os dois vistos como a matéria-prima que gerou a vida, e este fato é feito ainda mais explícito ao fazer o símbolo de Céu e Terra ser igual ao de Engur {2} Algumas vezes, um ou outro vem primeiro. Na lista de deuses, por exemplo, Anu nasce da Terra, ou seja, Uras (a terra masculina), e Ninuras (a terra feminina) Em uma das genealogias de Enlil, a terra também aparece primeiro, mas o enfoque está apenas no seu aspecto feminino, relativo à agricultura. O texto relativo à origem das cáries (que se pensava ser a origem das dores de dente) mostra o céu como o primogênito:
" Depois que Anu (3) tinha criado os céus, o céu criado a terra, a terra criado os rios, os rios criado os canais, os canais, criado os pântanos, os pântanos criado as minhocas ..."(4).
 A versão mais aceita da cosmologia, entretanto, é aquela encontrada no texto Gilgamesh, Enkidu e o Mundo Subterrâneo, na qual nos é contado:
Nos primeiros dias, nos distantes primeiros dias, nas primeiras noites, nas distantes primeiras noites, nos primeiros anos, nos distantes primentos anos. Nos dias de outrora, quando tudo o que era vital foi trazido à existência, nos dias de outrora, quando tudo o que tinha vida era bem criado. Quando o pão era degustado nos templos desta terra, Quando o pão era cozido nos fogões desta terra, Quando o Céu havia se separado da Terra, Quando o nome do homem [e da mulher] foi fixado, Quando Anu carregou consigo os céus, Quando Enlil carregou consigo a Terra " (5)
 A criação do cosmos foi, portanto, produto da separação da massa primordial sem forma, constituída pelo Céu e a Terra. Esta massa, segundo o que podemos depreender, foi criada por Namu/Engur. Infelizmente, não possuímos nenhuma fonte suméria para explicar como surgiu Nammu/Engur, se ela foi criada, ou se, pelo contrário, foi sempre uma força pré-existente. Pode ser neste ponto que o mito da Criação Babilônica tenha auxiliado os antigos escribas semíticos, pois entre os semitas as "Águas Primordiais Pré-Existentes" deram origem a Mumu (Namu). Numa tábua que traz a listagem dos deuses sumérios, Namu é descrita como " a mãe que deu à luz aos céus e à Terra " (6). Segue-se daí que a união de Anu com Ki (céu e terra), que produziu os Grandes Deuses, os Anunaki, e que Enlil, o primeiro dos Anunaki, o deus do Ar, separou o céu da Terra, as duas forças cósmicas que deram origem a tudo o que existe (7). Enlil, o jovem deus do Ar, decide então tomar conta para sempre, de sua mãe, a Terra em flor (8).

domingo, 8 de julho de 2012

FILHOS
Como seria o mundo sem eles?
Discórdias e lamentações.
Nascem, crescem e se auto questionam.
Momento sério para os pais.
Entendem estes que os filhos se tornam rebeldes.
Entretanto, é preciso entender que, o jovem está se auto afirmando,
buscando se assumir como cidadão.
Amam, choram, brigam, sem nem saber porque.
Normal para alguém que ainda busca sua identidade.
Pais, olhem para eles e apenas acompanhem o crescer, sem julgar,
sem pestanejar, e sim amando e respeitando a diferença que á neles.
Esta diferença um dia será entendida, quando os próprios filhos,
terão seus próprios filhos.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

ESQUECENDO DO PASSADO

Nascemos, e como já dizia Locke, "como tábuas rasas".
Estas ao se desenvolver como seres,
vão adquirindo informações e experiências,
tanto positivas e negativas.
O mais importante é sempre lembrar de suas origens, e,
ao questionar e julgar no futuro, não devemos apenas ver o presente,
pois  do passado fomos criados e produzidos.
Simplesmente apagar o passado, deixar de lado a sua vida,
é, ao mesmo tempo ignorar o seu conhecimento adquirido pelas experiências vividas.
Impor o pensamento atual e não ver a si mesmo no passado,
é o mesmo que falar, eu sou nada.
Somos crianças, jovens, adultos e idosos,
mas o mais importante, é respeitar a geração atual.
Pensamentos mudam, atitudes são transformadas, e não respeitar isso
é o mesmo que provar que o seu amadurecimento com a sua geração,
foi extremamente vazia.
Atualmente algumas pessoas se dizem prontas,
mas oque será esse pronto?
Para que estão vivendo?
Apagar o seu passado com atitudes hipócritas com a geração atual e com as futuras?
Lembremos novamente, somos seres produzidos pelas gerações,
passadas, presentes e futuras.
Então senhoras e senhores, leitores e leitoras, não pratiquemos a ignorância,
respeitemos as opiniões adversas à nossas, pois estas fazem parte de nossa formação.
PETERS, Moacir.
 
Com qual imagem você se identifica? Escolha a sua.





domingo, 1 de julho de 2012


                      VIOLÊNCIA NA ESCOLA  
                      A violência protagonizada pelos jovens nas escolas é uma realidade inegável. A sociedade terá que se organizar e insurgir-se ativamente contra este fenómeno. De igual modo, a escola terá que ajustar os seus conteúdos programáticos e acercar-se mais às crianças. Devido às exigências, as famílias muitas vezes destituem-se da sua função educativa, delegando-a à escola. 
                        No meio de toda esta confusão, estão as crianças, que, atuam conforme aquilo que observam e agem consoante os estímulos do meio. Meio esse que por vezes oferece modelos de conduta e referências positivas questionáveis.
                        Conseguiremos então resolver os problemas que observamos diariamente, apenas com conteúdos impostos pelo sistema educacional? Cada profissional sabe também, os seu limites e realidade social à qual se encontra e atua. Seremos os multiplicadores da nova era, ou, apenas seremos outros espectadores? As famílias assistem horrorizados, mas não se dão conta que o papel se inverteu. Não cabe à escola educar, pois essa vem do núcleo familiar.  Em uma coisa todos concordam, não dá mais, pois a violência se tornou banal, rotineira e muitas vezes é vista como algo normal entre jovens. 
                         Muito trabalho deverá ser feito, não será fácil, mas com certeza deixar como está não dá, e com certeza um impedimento ao crescer dessa violência teremos que realizar. 
PETERS,  Moacir




sexta-feira, 29 de junho de 2012

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Querem nos calar, mão não conseguirão.
Juntos seremos um só, pela vós do cidadão.
Agiremos pela liberdade do todo, contra aqueles que nos querem calar.
Falar apenas não basta, mas nos manifestar em um só corpo,
colocaremos montanhas onde elas não existem.


A luta não para, pois teremos que ser a força que libertará o ser acorrentado.
Algemas podemos quebrar, as máscaras tirar dos corruptos que nos rodeiam.
Basta.
Diga não ao silêncio, seja você mais um agente da palavra.
Irão nos bater, zombarão, nos descriminarão, e nos afastarão.
Mas não adianta, seremos fortes pois não nos enganarão mais.



Diga não a censura, pois quem se cala e recrimina, consente.
Fique esperto, eles irão aparecer mais cedo ou mais tarde, confundirão a sua mente.
Resista, olhe e descubra a verdade escondida no discurso, com certeza poderá rebater.
Se sentirá aliviado, pois ele se calará à frente de sua inteligência.
PETERS, Moacir.


terça-feira, 26 de junho de 2012

REVOLUÇÃO RUSSA

REVOLUÇÃO RUSSA
Breve resumo

No começo do século XX, a Rússia era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois 80% de sua economia estava concentrada no campo (produção de gêneros agrícolas).
Os trabalhadores rurais viviam em extrema miséria e pobreza, pagando altos impostos para manter a base do sistema czarista de Nicolau II. O czar governava a Rússia de forma absolutista, ou seja, concentrava poderes em suas mãos não abrindo espaço para a democracia. Mesmo os trabalhadores urbanos, que desfrutavam os poucos empregos da fraca indústria russa, viviam descontentes com os governo do czar.
No ano de 1905, Nicolau II mostra a cara violenta e repressiva de seu governo. No conhecido Domingo Sangrento, manda seu exército fuzilar milhares de manifestantes. Marinheiros do encouraçado Potenkim também foram reprimidos pelo czar.
Começava então a formação dos sovietes (organização de trabalhadores russos) sob a liderança de Lênin. Os bolcheviques começavam a preparar a revolução socialista na Rússia e a queda da monarquia.  
Faltava alimentos na Rússia czarista, empregos para os trabalhadores, salários dignos e democracia. Mesmo assim, Nicolau II jogou a Rússia numa guerra mundial. Os gastos com a guerra e os prejuízos fizeram aumentar ainda mais a insatisfação popular com o czar.
Greves,  manifestações e a queda da monarquia
As greves de trabalhadores urbanos e rurais espalham-se pelo território russo. Ocorriam muitas vezes motins dentro do próprio exército russo. As manifestações populares pediam democracia, mais empregos, melhores salários e o fim da monarquia czarista. Em 1917, o governo de Nicolau II foi retirado do poder e assumiria Kerenski (menchevique) como governo provisório.
Com Kerenski no poder pouca coisa havia mudado na Rússia. Os bolcheviques, liderados por Lênin, organizaram uma nova revolução que ocorreu em outubro de 1917. Prometendo paz, terra, pão, liberdade e trabalho, Lênin assumiu o governo da Rússia e implantou o socialismo. As terras foram redistribuídas para os trabalhadores do campo, os bancos foram nacionalizados e as fábricas passaram para as mãos dos trabalhadores.
Lênin também retirou seu país da Primeira Guerra Mundial no ano de 1918. Foi instalado o partido único: o PC (Partido Comunista).
Após a revolução, foi implantada a URSS ( União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Seguiu-se um período de grande crescimento econômico, principalmente após a NEP
 ( Nova Política Econômica ). A URSS tornou-se uma grande potência econômica e militar. Mais tarde rivalizaria com os Estados Unidos na chamada Guerra Fria. Porém, após a revolução a situação da população geral e dos trabalhadores pouco mudou no que diz respeito à democracia. O Partido Comunista reprimia qualquer manifestação considerada contrária aos princípios socialistas.
Os líderes da União Soviética durante o regime socialista:
- Vladimir Lenin (8 de novembro de 1917 a 21 de janeiro de 1924)
- Josef Stalin (3 de abril de 1922 a 5 de março de 1953)
- Nikita Khrushchov (7 de setembro de 1953 a 14 de outubro de 1964)
- Leonid Brejnev (14 de outubro de 1964 a 10 de novembro de 1982)
- Iúri Andopov (12 de novembro de 1982 a 9 de fevereiro de 1984)
- Konstantin Chernenko (13 de fevereiro de 1984 a 10 de março de 1985)
- Mikhail Gorbachev (11 de março de 1985 a 24 de agosto de 1991)


segunda-feira, 25 de junho de 2012

SEI A RESPOSTA.
Vivendo e aprendendo, com certeza já virou rotina no falar popular.
Onde então buscar outra versão do aprender?
Dizem que é na informação, mas qual?
Perguntas que movem o mundo já diziam grandes filósofos.
Questionamentos a merce de atos direcionados ao pensamento único.
Como então conquistar a liberdade de pensamento se todos estão plugados?
Respostas para isso quem sabe?
Talvez não as poderemos responder, mas com certeza as questionar.
Resolver pequenas querelas do dia a dia, sim.
Novos caminhos com estas poderemos formar, e, novos questionamentos felizmente formar.
É a vida, passa longe de nós e ao mesmo tempo perto, muito perto.
Essa com certeza é a alegria de viver, não ter respostar para nada.
Com certeza o mundo não irá parar com pequenos tropeços.
O velho trará juízo ao novo, pensamento múltiplo, essa será a solução.
Várias formas para então a vida tumultuar e nunca deixar ninguém sossegar.
E aí temos alguma resposta exata?

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

HERESIA E SUAS CONOTAÇÕES



HERESIAS E SUAS CONOTAÇÕES




Leiam com muita atenção, pois vários significados do termo estão sendo explanados neste texto. É extenso mas vale a pena para quem gosta deste assunto tão discutido em nossa sociedade atual.


Heresias, na sua origem, eram divergências que se estabeleceram no próprio seio do Cristianismo por oposição a um pensamento eclesiástico que tivera sucesso em se fazer considerar “ortodoxo”. A palavra “Ortodoxia”, neste caso, estará em referência à idéia de um “caminho reto” associado a um pensamento fundador original, no caso do Cristianismo a um pretenso pensamento que derivaria do Cristo e de seus apóstolos, bem como dos textos bíblicos naquelas de suas interpretações que se queriam considerar as únicas corretas. Desde já, será preciso pontuar que – seja no âmbito das heresias do mundo antigo e da Alta Idade Média, ainda marcadas por serem essencialmente divergências de nível teológico, seja no âmbito das heresias que surgem na Idade Média Central e posteriormente na baixa Idade Média, estas últimas por vezes já prenunciando a Reforma Protestante do século XVI, a verdade é que em todos estes casos “hereges” e “ortodoxos” – conforme sejam chamados de acordo com o jogo dos poderes de nomear – sempre acreditaram tanto uns como outros serem os verdadeiros defensores da verdade da fé.  Ou, para falar nos termos propostos por Duby na conferência de encerramento do congresso de historiadores sobre “Heresias e Sociedades” realizado em Rougement, em 1968, a questão é que “todo herético tornou-se tal por decisão das autoridades ortodoxas. Ele é antes de tudo um herético aos olhos dos outros” (DUBY, 1990, p.177). O reconhecimento deste ponto, conforme veremos, deve constituir um primeiro cuidado para o estudo das heresias como fenômeno histórico e social.

Dentro desta perspectiva, para considerar de início a história mais remota das heresias, vale lembrar que a partir do final do século II as heresias começam a ser catalogadas por aqueles que conseguiram fazer prevalecer seus posicionamentos nestes séculos iniciais de formação da Igreja cristã – tanto na sua vertente oriental como ocidental. No século V, já teremos um texto importante de Santo Agostinho denominado De heresibus, que a certa altura lista nada mais nada menos que 88 heresias, transmitindo esta listagem para períodos mais avançados da Idade Média. Do mesmo modo, Santo Isidoro enumera nas Etimologias, escritas no século VII, 70 heresias. Isto nos dá uma idéia do gesto de arbitrariedade que de algum modo pauta a intenção de classificar pensamentos heréticos que se desviam da “ortodoxia”, isto é, do pensamento que pretensamente descenderia em linha reta do pensamento de Cristo ou dos primeiros Padres da Igreja conforme as autoridades eclesiásticas dominantes.

À parte estas origens, deve-se ter em vista que o significado da palavra “heresia” foi adquirindo novos matizes com os desenvolvimentos medievais. “Háiresis”, em grego, significava “escolha”, “partido tomado”, mas também o “ato de pegar”. Para os teólogos, uma metáfora se produzia aqui em alusão ao gesto de Adão e Eva que, segundo o Antigo Testamento, estenderam a mão para “pegar” o fruto proibido e com isso inaugurar um “pensamento discordante” em relação a Deus. Heresia corresponderia então, para os primeiros Padres da Igreja e seus dignitários posteriores, a esta visão particular e discordante. Assim, de uma palavra que no grego original poderia significar a “acentuação de um aspecto particular da verdade”, passava-se no cristianismo primitivo a um sentido em que “heresia” se apresentava como negação da verdade original e aceita, ou como pregação de um evangelho diferente daquele que era divulgado pelas verdades apostólicas (FRANGIOTTI, 1995, p.6).

Nesta mesma direção, para Inácio de Antioquia, morto em Roma no início do século II – e também para Ireneu de Lyon (130-202), cuja principal obra foi um tratado Contra as Heresias – a palavra “heresia” refere-se aos “falsos profetas, falsos mestres que introduzem no seio da comunidade doutrinas danosas, dúbias ou que não se compaginam com a doutrina dos apóstolos” (INÁCIO DE ANTIÓQUIA, Ad Trallianos 6,1; IRINEU DE LYON, Adv. Haer, III, 12, 11-13). O herético é, portanto, não apenas aquele que está no erro, mas também aquele que induz ao erro.

Isidoro de Sevilha – escrevendo em um mundo no qual o Cristianismo busca se afirmar simultaneamente contra o inimigo externo, o Paganismo, e o inimigo interno, o herege – distingue claramente a idéia de heresia do posicionamento pagão ao afirmar, em Etimologias, que o herético é não apenas aquele que se encontra no erro, mas que nele se obstina. Ou seja, o herético é o desviante que conhece a fé cristã, e fala de seu interior – e não o pagão que ainda não foi cristianizado – e que, uma vez alertado ou desautorizado pela Igreja em seu desvio em relação à verdadeira fé, insiste no erro. De todo modo, se na Antiguidade e na Alta Idade Média a heresia era um pensamento religioso que se desviava do pensamento reto, mas que em última instância fora produzido no seio do próprio pensamento cristão, enquanto o pagão era aquele que não fora cristianizado e acreditava em deuses diversos, é interessante observar que já os inquisidores da Baixa Idade Média, e também os do período moderno, chamam de hereges não apenas àqueles que criaram ou praticaram formas não aceitas de cristianismo – como os “cátaros” – mas também as “bruxas”, pessoas acusadas de praticar o sabbat ou de incorrer em práticas pagãs. Nestes tempos de radicalismo no tratamento da questão religiosa, conforme veremos, haverá uma espécie de aproximação na forma como seriam tratados cristãos desviantes e certos tipos de praticantes do paganismo que estivessem ocultos na comunidade cristã.

Na verdade, depois de um período em que se destacou com alguma evidência por ocasião do Império Carolíngio, ainda com um significado relacionado ao ‘desvio do pensamento teológico correto’, e depois de um período em que não ocupou mais uma centralidade no pensamento religioso, a noção de “heresia” tendeu a se referir em meados do século XII principalmente a um desvio ou rompimento em relação à Igreja enquanto Instituição concretamente estabelecida, ao seu projeto universal, à sua legitimidade como único guia da religiosidade na cristandade ocidental. Por exemplo, algumas das mais combatidas heresias deste período foram aquelas que romperem com a Igreja relativamente aos sacramentos e ao reconhecimento do direito que teriam os padres e frades para ministrá-los, isto é, seu papel como intermediários de Deus. Numa Igreja que se empenhava em uma reforma institucional na qual deveriam ocupar uma posição fundamental ossacramentos, estes que asseguravam inclusive rendas importantíssimas para a instituição da Igreja, questionar os sacramentos e a autoridade dos padres, como fariam os cátaros, passaria a ser a típica posição herética a ser mais violentamente combatida. De ‘desvio do pensamento religioso’, heresia tendia nestes casos a significar o “desvio de uma prática religiosa”, e isto explica a similar repulsa que a Igreja tradicional logo revelaria tanto em relação às rejeições heréticas das práticas eclesiásticas tradicionais como em relação às práticas pagãs derivadas de permanências de outras formas de religiosidade que não o cristianismo.

Vale lembrar também que neste mesmo período a posição oficial da Igreja considerou um segundo grupo de heresias, para além daquelas que se referiam a dissidências doutrinais geradoras de novas práticas religiosas. Como nos mostra o decreto “adbolendum”, promulgado em 1184 pelo papa Lúcio III (1181-1185), tornou-se passível de ser igualmente caracterizada como heresia a emergente motivação de grupos de leigos que agora tinham como proposta exercer a “pregação não-autorizada”, como foi o caso de diversos grupos de valdenses, e também dos humiliati. A implicação deste aspecto é similar à das heresias que rejeitavam os sacramentos e autoridade dos padres. Assumir a função de ‘pregador’ fora do âmbito da estrutura eclesiástica autorizada pela Santa Sé era questionar também o papel dos padres e monges como os únicos e necessários intermediários na relação com Deus. Burchard de Ursperg – cônego premostratense que escreveu entre 1210 e 1216 – ao questionar as atividades pregadoras dos humiliati, acusa-os de agir sem autorização e chega a utilizar a imagem de que eles “metiam a foice em seara alheia” (BOLTON, p.72).

Podemos perceber aqui como mudara a conceituação de “heresia” desde a Antigüidade, deixando de se referir a desvios relacionados a sutis questões teológicas, para passar a abarcar simultaneamente tanto aqueles casos das dissidências doutrinárias que geravam novas práticas e representações religiosas – entre os quais os cátaros representavam o modelo mais explosivo – como os casos de pregação proibida ou não autorizada, a exemplo do modelo valdense. É possível aqui acompanhar a percepção do historiador italiano Raoul Manselli, que distingue a partir da documentação do século XII dois filões de heresias bem diferenciados (1963, p.118-149). Um deles investe na convergência radicalmente observada entre a palavra evangélica pronunciada e a ação que procura concretizá-la no mundo, e neste sentido aparecem as críticas violentas à decadência da Igreja. Para eles, a prática de uma vida apostólica baseada na Imitação de Cristo já conferiria o direito de pregar o Evangelho, de modo que aqui surgiram os primeiros conflitos relacionados com as “pregações não-autorizadas”.

O outro filão herético seria aquele que realmente questionava os fundamentos dogmáticos do cristianismo, tal como a Igreja oficial os entendia, e muitas vezes expressaram novas formas de compreensão da religiosidade que, tal como foi dito, logo conduziram a novas práticas religiosas que rejeitavam os sacramentos impostos pela Igreja. Estariam mais próximos do antigo sentido de heresia com a diferença de que eram na verdade muito mais radicais nas suas proposições, que não se limitavam a pequenas questões teológicas como ocorrera com as heresias da Antiguidade e da Alta Idade Média. Estas eram, portanto, as duas vias heréticas que se apresentavam à cristandade por volta da passagem do século XII ao século XIII. Embora bem diferenciados, seria talvez possível identificar entre estes dois filões um traço em comum: a recusa da idéia de que seriam necessários para a salvação da alma a Igreja visível e o quadro oficial de sacerdotes da instituição eclesiástica.

A chegada de Inocêncio III (1198-1216) ao papado, em 1198, também recoloca a questão herética em nível mais complexo. Embora este papa tenha sido o principal estimulador da Cruzada anticátara, por outro lado logo teve sensibilidade para a necessidade de se fazer uma distinctio entre grupos que fossem realmente incompatíveis com o projeto de alargamento da unidade cristã e grupos que poderiam ser reabsorvidos ou incorporados na estrutura da Igreja. Inocêncio III foi talvez o primeiro a perceber muito claramente a diferença entre os dois filões heréticos – um que trazia incontornáveis rupturas ao nível da doutrina, e outro que, via de regra, correspondia meramente a problemas disciplinares de leigos que desejavam viver uma radical vida apostólica e pregar por conta própria. Neste sentido, Inocêncio III buscou mostrar-se aberto a receber pessoalmente grupos que quisessem lhe apresentar uma proposita da vida que pretendiam levar acompanhada de suas declarações de ortodoxia. Dependendo da análise de cada caso, poderia conceder a estes grupos permissão para pregarem e viverem no estilo de vita apostólica que almejavam, ou mesmo integrá-los à estrutura eclesiástica, como logo ocorreria com as ordens menores. Em outros casos, ao contrário, as autorizações para pregar poderiam ser negadas, e a insistência neste sentido poderia reclassificar os grupos como heréticos, como foi o caso de certos grupos de valdenses que não se teve sucesso em reabsorver no projeto de alargamento da unidade eclesiástica.

É bem interessante notar que, no contexto político-religioso que em breve se seguiria, logo seriam aproximadas por um fundo de repressão em comum – já sob a égide de uma Inquisição que passa a ser confiada em 1233 aos monges dominicanos – tanto as heresias como as persistências pagãs, particularmente aquelas que poderiam ser compreendidas como práticas de feitiçaria. Um bom sinal disto é o fato de que o Papa Alexandre IV (1254-1261) confia aos inquisidores, além dos casos de heresia, “os casos de sortilégios e divinações com cheiro de heresia”. Da igual maneira, aSumma do Ofício da Inquisição, elaborada por Bento de Marselha em 1270, já consagra um capítulo inteiro à “forma e maneira de interrogar os augures e idólatras” (Schmitt, 2002).  Por aqui já percebemos que a heresia, fenômeno interno ao universo cristão, já se vê aproximada nas proximidades da Baixa Idade Média, enquanto objeto de repressão a ser considerado pelos inquisidores, às práticas pagãs. Essa tendência, que em períodos posteriores se afirmará cada vez mais em favor da classificação dos perseguidos como bruxos ou feiticeiras, foi abordada pelo historiador Brian Lavack através do que ele chamou de “conceito cumulativo de feitiçaria” (Lavack, 1991). É interessante notar, aliás, que o desenvolvimento nos séculos XIV e XV de toda uma série de ‘manuais de inquisição’, que vão da Prática da Inquisiçãode Bernardo Guy em 1324 até os ‘tratados demonológicos’ do século XV, conduz a que se fale finalmente da feitiçaria como a “pior das heresias”, tal como propõe Nicolau Jacquier em seu Flagellum haereticorum fascinariorum datado de 1458, ou ainda que se fale que “a Igreja confrontou-se com a heresia das feiticeiras”, conforme pontuam Jacobus Sprenger e Henrique Institor no seu Maleus Maleficarum (“O Martelo das Feiticeiras”), publicado em 1486.

A palavra “heresia”, como se vê, tem sua história e seus matizes internos, suas apropriações e intertextualidades, seus diálogos com outras expressões. Recolocar a questão da necessidade de “observar o herético no processo histórico” é uma das recomendações de Duby em uma famosa conferência sobre “Heresias e Sociedades na Europa Pré-Industrial, séculos XI-XVIII” (1968), na qual o historiador francês registra precisamente algumas considerações metodológicas fundamentais.

Fazendo uma análise simples sobre o conceito, pode-se chegar a uma conclusão bem explicita, onde o herético não é aquele ser por muitos vistos como um inimigo da fé, mas sim um pensador da própria existência e questionador de uma ordem religiosa vigente. Todos que questionam a sua própria existência baseando-se no ceticismo, pode atualmente sim ser considerado um herege, não como um adorador de "Lúcifer", mas sim como um ser questionador da atual sociedade. Não podemos esquecer que existe uma forma pronta de vida, e essa, baseada em religiões, crenças e metodologias de vivência, no momento que você questiona e procura outra forma, ai sim está para muitos cometendo heresia. 

O questionar não é ser contrário ou até mesmo criticar, mas sim ver e perceber algo diferente para o seu próprio ser e para os que lhe cercam. Só quero ainda ressaltar que heresia não é sinônimo de má pessoa, e sim, vejo como alguém livre de pensamento, sem amarras sociais com base no cristianismo. 

Pensem, quantos questionadores perderam suas vidas em nome do cristianismo. Atualmente a morte não é mais o caminho aos heréticos mas o preconceito o qual todas conhecem se expressa com muita enfase.